ALGUMAS DOCES EXPERIÊNCIAS COM O SAT NAM RASAYAN
 Por Suraj Prakash Kaur

“Na era de Peixes os humanos se aproximavam de Deus fazendo esforços de todas as formas para se limpar e purificar. Agora, na era de Aquário, é Deus quem se aproxima da humanidade e nós só precisamos estar conscientes disso e permitir que isso aconteça.”
(tradução da professora Shivprem Kaur)

Certa vez eu listei para os alunos algumas das várias opções que a prática do Kundalini Yoga oferece. Além das aulas, há ainda uma imensa riqueza de experiências que podem ser adquiridas em vários outros trabalhos como, por exemplo, na arte marcial (Gatka), na arte musical com dança (Bhangra), na Numerologia Tântrica, no Karam Kriya, no Coaching Espiritual, na Humanologia, no Gongo, no som, na meditação, no Tantra, nos programas para homens, mulheres, adolescentes e crianças, no estilo de vida, na harmonização de ambientes e, dentre muitos outros, no Sat Nam Rasayan.
Alguns centros de Kundalini Yoga do Brasil já oferecem com frequência muitos desses trabalhos e, agora, a experiência da prática do Sat Nam Rasayan também chegou à Brasília. Wahe Guru!!!
Muitas são as definições que encontramos para essa antiga e maravilhosa técnica de cura yóguica. Porém, eu nunca encontrei nada que pudesse descrever as incríveis experiências que vivenciei desde os primeiros momentos de prática, tanto como aluna da formação quanto como curadora e como paciente.
O meu contato inicial com o Sat Nam Rasayan foi em 2013, já para o primeiro módulo da formação, e o presente que aquele fim de semana de curso com o Dr. Ambrósio trouxe até hoje é vivo na minha família. Pouco mais de dois meses depois que eu voltei da formação o meu pai teve um AVC e faleceu cercado pela família, no quarto do hospital, enquanto eu fazia Sat Nam Rasayan nele. E foi um momento de tamanha paz para todos ali presentes que a minha irmã se surpreendeu e comentou nunca ter imaginado que uma morte pudesse ser mais bonita do que um nascimento.

Depois eu conheci também o professor Guru Dev Singh e, conforme as relações com a prática e com os professores se estreitavam, eu finalmente deixava de lado a vontade de querer entender o que estávamos fazendo e de buscar resultados imediatos dentro de padrões esperados.
As aulas são muito práticas e para treinar nos revezamos em duplas, onde ora somos curadores ora somos pacientes. Nas duplas os pacientes se deitam no chão e os curadores se assentam ao seu lado, trabalhando em um estado de neutralidade, silêncio mental e transcendência. A mente meditativa do curador é projetada no paciente, levando-o a um estado de profundo relaxamento. Neste estado a intenção de cura estabelecida transcende e começa a se manifestar no plano físico. Em sânscrito, Sat Nam Rasayan significa “relaxamento profundo no Nome do Divino” ou “abandono de si na Verdadeira Identidade”. E assim, mesmo enquanto ainda estamos nos estágios de não entender nada do que fazemos ou do que fazem conosco, nós temos a doce experiência do contato com Shuniya – o “zero” onde, na tranquilidade, uma semente é plantada para criar um novo ritmo ou padrão do ser –, e com Pratyahara onde encontramos o núcleo de cada coisa finita, que é o Infinito Primordial.
Com isso, a prática do Sat Nam Rasayan também traz surpresas muitas vezes bastante divertidas e a lembrança de uma delas, em particular, até hoje me faz chorar de rir. Foi no ano passado, quando o professor Sadhu Singh veio substituir o Guru Dev. O Sadhu conduziu as aulas de uma maneira muito amorosa e no primeiro dia eu saí tão alegre que, ao dormir, sonhei a noite inteira que estava rindo muito. Mas o melhor mesmo veio no dia seguinte quando, em determinado momento, o Sadhu pediu que todos deitássemos no chão por alguns minutos. E o que ele fez foi tão incrível que, mesmo com a certeza de que estava acordada, eu não conseguia saber se estava sentada curando ou se estava deitada recebendo a cura. Vocês conseguem se imaginar pensando “Ué, mas eu não estava deitada? Será que agora eu estou sentada? Eu estou sentada ou deitada? Mas eu não estava fazendo a cura? Será agora eu estou é recebendo?”??????? Pois foi exatamente isso que eu e uma amiga sentimos naquele momento. Que possamos juntos ancorar o trabalho com o Sat Nam Rasayan em nossa cidade!

Com amor!

Suraj Prakash Kaur - Brasília, 3 de maio de 2017 (Patrícia Seixas)


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